quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Frey - Patagônia Argentina

Em dezembro do ano passado embarcamos pra Argentina!
Destino final: Cerro Catedral, as agulhas perto do Refúgio El Frey.
Na trip: Rafael, Zé, Mari e yo!

Conhecemos muuuuitos aeroportos até chegar em Bariloche.
Rio de La Plata - Buenos Aires
Pôr do sol em algum lugar da Patagônia, entre Neuquén e Bariloche. Este trecho fizemos de ônibus, pois o aeroporto de Bariloche estava fechado.

Ponto de partida: Estação de esqui de Bariloche
Pra chegar no abrigo a partir do estacionamento são 4h de caminhada, esse é o tempo estimado pro trekking, sendo que com nossas mochilas contendo TUDO levamos quase 7h... Apesar do peso, o visual é sempre incrível.

Mari e Rafael com suas pequenas mochilas

Agulha Principal vista de longe, muito longe!

José

A maior hora do mundo

O maior Km do mundo
Primeiros dias com neve!
De um dia pro outro, mudança total no tempo!

Quando o tempo abriu pudemos finalmente escalar! Fizemos a Principal pela Normal, uma escalada maneiríssima! Visual de tirar o fôlego e alguns blocos de pedra inesquecíveis!

Ido, Zé e eu na Del Frente

Rapel da Agulha Vieja
La Vieja

Visual das agulhas com o sol se pondo às 21h!
Rafa nas esportivas perto da Agulha Frey

Del Diedro - M2

La Tápia - uma das que ficamos devendo...

Cohete Lunar e La Banana

Depois do 2° largo da Objetivo Luna
Socotroco na M2
Agulha Abuelo

Mari no Diedro de Jim

Rafa no Diedro (Que foto massa! Quem tirei?)
Mari e eu na Sifuentes, Agulha Frey

Em aguma via q não sei o nome - Frey

Perto do dia de ir embora o tempo começou a ficar ruim, finalmente pudemos conhecer os famosos ventos patagônicos, é tenso! hehehehe
Resolvemos então descer pra Bariloche e escalar no Trebol, uma zona de escalada esportiva muito massa perto da cidade. Depois soubemos que a escolha foi boa, pois nevou por mais uns dias lá em cima. O Zé conseguiu alterar a passagem e ficou mais vários dias por lá, concluiu a Siniestro Total, via que haviamos tentado sem sucesso.

Mari na Barbajoja
Eu na Jack Sparrow

O lugar é incrível, in-crí-vel! Calculo que vou ter que voltar lá mais umas 23 vezes ainda. Essa trip foi uma experiência bacana, conheci muita gente boa, além de estar na companhia de outras, passei calor e um pouco de frio, treinei o espanhol e um pouco do inglês, vi neve e até escalei um pouquinho! hehe

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Deuses Esquecidos - D4!

Quase três mêses se passaram desde a primeira investida na conquista da face oeste da Serra do Ponto, em Brejo da Madre de Deus (veja o relato aqui), até que resolvemos voltar pra terminar os 40 metros restantes, parece simples né!

A parede vista da trilha

Saímos de Recife na sexta-feira à noite rumo à Brejo, chegando lá às 23h, separamos os equipos pra acordar no dia seguinte às 4h. A idéia para o primeiro dia era subir sem equipamento de conquista, apenas com os móveis e 3 cordas pra fixarmos, voltando pro abrigo em Brejo e, no outro dia jumarear e entrar na conquista dos últimos 40m de via, aparentemente com agarras.

Sábado (1° dia)
Começamos a caminhada subindo o cânion ou gargante/grotão (como é conhecido lá) às 6h, abastecemos as duas garrafas de 1,5l no rio e começamos a escalar às 8h. O primeiro lance da via é um pequeno trecho vertical que foi conquistado em artificial, a idéia era fazer em livre dessa vez, mas acabou não dando certo, nada que um stickclip não resolvesse...passado esse lance a enfiada continua em IV grau até os 60m.
A segunda enfiada também não passa muito disso, só que tem um pequeno diedro em móvel e alguns trechos sujos, o que dá uma emoção maior que a primeira. Chegando no grande platô nos reunimos e comecei a guiar a terceira enfiada, começa em artificial de grampos e parafusos, depois vira móvel e tem um final em livre, sem dúvida a enfiada mais cansativa da via, acho que demorei umas 3h só nela, até chegar no platô onde fica a P4.

No platô após uma enfiada compriiida

Luciano pegou a ponta da corda e guiou a enfiada seguinte, um pequeno trecho em artificial móvel, que dá acesso ao terceito platô da via, local onde tinhamos parado nas últimas investidas. De lá ele fixou a corda e desceu limpando as peças. Já eram 3h da tarde e a missão estava cumprida!

Luciano no segundo artificial

Rapelamos fixando as cordas, começamos a descer (pelo mesmo caminho da subida) às 16h, chegando no carro às 17h30.
Jantamos, e fomos dormir pra acordar cedo novamente no dia seguinte.

Domingo (Descanso)
Acordamos às 4h, tomamos café e o Luciano constatou um problema de junta, seu pé apresentava problemas novamente, nos forçando a descansar nesse dia e continuar a empreitada na segunda-feira.

Segunda-Feira (2° dia)
Acordamos mais cedo ainda, dessa vez levaríamos menos peso, pois estava tudo lá na base e na parede (os 14 grampos e a marreta ficaram no último platô desde agosto), restando apenas a furadeira, batedor, mais 2 chapas e as brocas.

Pedra da Bicuda, vista da trilha

Começamos a caminhada às 5h, às 7h estávamos jumareando (na verdade estávamos ropemanando/tiblocando ou grigrizando...) o entre 9h e 10h estávamos no ponto final das cordas, nos preparando pra conquista.

"essa mata me mata"

Jumareando

Ao lado do grande diedro da terceira enfiada

Fim da terceira enfiada

Nessa enfiada já haviam dois grampos batidos pelo Luciano acima da parada, e nesse trecho haviam boas agarras, tipo uns regletões sarados, o que tinha nos deixado bem animados, mas quando comecei a conquista dessa vez, as agarras sumiram rapidinho, conquistei uma parte em artificial de agarras e de buraco, mas protegendo a via pra que seja escalada em livre, bati uns 7 grampos e desci. O Luciano conquistou mais um trecho e eu assumi a ponta novamente, os grampos iam acabando e tivemos que administrar pra dar pra chegar ao cume, e deu certinho, cheguei no cume com 1 grampo pra bater!

Eu na última enfiada

Esse último trecho acredito que seja uma enfiada bonita pra guiar em livre, algo entre VIIa, talvez VIIIa, são 40 metros verticais beeem técnicos, com agarras pequenas porém sólidas, bem protegida, o que não quer dizer que as quedas serão pequenas, e bem cansativa. Isso tudo é só fruto da minha imaginação, pois não escalamos ela ainda pra ver.

Último grampo batido, agora é só esperar...

Chegando no cume fixei a corda, o Luciano jumareou e aí começou o processo de descida pelo outro lado da montanha. Cerca de 2h de caminhada, chegando na igreja da cidade, chamada de Mãe Rainha. Já estávamos destruídos, sem água, o Luciano com o pé fod***, dividimos o peso nas mochilas 80-30% e pé na estrada!

Candidatos à repetição, poupem esse peso.

Nem tem foto do cume porquê chegamos atrasados e não queríamos pegar o crux da trilha de noite, onde é difícil se orientar, principalmente com 1 headlamp pra dupla...hehe
Sem dúvida uma bela segunda-feira de trabalho!!

Todos os graus são sugeridos, a via aguarda repetições e sugestões quanto à graduação, e a parede apresenta várias possibilidades ainda! Acreditamos ser o primeiro D4 de Pernambuco, e além disso ele se encontra em um local de acesso complicado, o que exige um certo comprometimento dos escaladores, mas não é nada de outro mundo.

Aqui vai o croqui, o traçado da via, da trilha e alguns betas:

Acesso: Parar o carro no estacionamento da Bicuda, seguir até a casa rosa, entrar nela e pegar a trilha à direita, passar os legedos e subir a garganta/cânion seguindo o rio. Há um tótem (pouco antes do último lagedo, onde escorre água) marcando a entrada pra via, já quase no fim do cânion, onde se vê a parede toda.Entrar à esquerda no tótem até chegar na parede, depois descer margeando-a por 50m. A base da via fica em um platô alto, o primeiro grampo está alto, na parte vertical. Aproximadamente 1h30min de aproximação.

Água: Coletar água no cânion.

Descida: Pode-se rapelar e descer pelo mesmo caminho da subida, só que é bastante chato, porém na falta de maiores infos é o caminho mais fácil de acertar. Chegando no cume (pela via ou terminando de fazer a trilha pelo cânion) é possível descer pelo Sítio Amaro - 1h - (pela direita) ou pela "Mãe Rainha" - 2h - (dando a volta na Serra do Estrago). O primeiro eu não tenho informações, o segundo é difícil de acertar se ninguém conhecer o caminho, não há marcos e não é uma trilha definida, explicar também não resolve muito.

Até mais, o mês de dezembro promete!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vídeo: II Copa RN (Segunda Etapa)

Saiu o vídeo da segunda etapa da Copa RN 2011, campê irado lá em Natal/RN, as vias do Léo deram trabalho, mas rolou o primeiro lugar!! =)
Em breve notícias da terceira etapa...

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