quinta-feira, 13 de março de 2014

13º EENe - 18 a 21 de abril

Está quase na hora! Encontro de Escaladores do Nordeste 2014, excepcionalmente no mê de abril! 
Estive em Igatú em dezembro (assim que der faço o relato) e o negócio ta bonito!! Nos vemos lá!


sexta-feira, 7 de março de 2014

Pico do Yayu - PB

No último dia do EENe do ano passado, em Algodão\PB, o Fabrício (PB) e o Brito (RN) me chamaram pra escalar uma via recém aberta no Pico do Yayu, em Santa Luzia, sertão da Paraíba. O Filipe e o Elder da Bahia também pilharam e, juntos com o Sapo (SC), um dos conquistadores, éramos 6 pessoas.
Em vez de ir pra Recife, fiquei em Campina Grande, na casa do Fabrício com essa galera toda, arrumamos as coisas, separamos os equipos e partimos no dia seguinte pra pedra!

Pico do Yayu - Face onde se encontram as outras vias

Chegamos cedo na base da via após quase 2h de estrada e mais uns 20min pro café da manhã, pra aproveitar ao máximo a sombra feita pelo grande diedro por onde passa boa parte da via, que se chama "Xique-Xique, Macambira e Chocalho de Cabra" (5º VIIb A1+ E3 D2) 300m.

Pico do Yayu- Santa Luzia\PB

Cauí, Elder, Filipe, Sapo, Brito e Fabrício

A primeira cordada foi formada por Fabrício, Sapo e eu. O Sapo começou guiando a primeira enfiada, uns 50 m de V grau protegidos por peças pequenas e alguns pitons numa rocha bem podre.
Entrei na sequência e toquei a enfiada do diedro, que começa com uns lances técnicos de VI depois chega no diedro, protegido em móvel com algumas chapas de vez em quando. Apesar de um pouco sujo de limo (pra garantir  emoção) a rocha é boa nesse trecho. Passei da P2 e montei uma parada alternativa em móvel um pouco antes do teto da terceira enfiada, achamos que pode ser um 7a\b essa segunda enfiada.


Cauí na segunda enfiada

Sapo tocou rapidinho o teto (A1+) com peças pequenas e morremos de rir com a "surpresinha" que tinha no final do teto, mas disseram que só fazendo a via pra poder saber o que é...chegando assim na P3.

Sapo no teto e eu na P2

Sapo, Cauí e Fabrício. P3.

Daí pra cima foi a vez do Fabrício, foram mais três enfiadas mais tranquilas que escalamos em simultâneo, chegando no cume ainda com a cabeça fria.

Fabrício na 4ª enfiada, só para no cume gora!

Cume!

Enquanto descíamos o Filipe, Elder e Brito terminavam o teto pra entrar na parte fácil. Ficaram na desvantagem de começar depois de nós e tomaram um solzinho bom na cuca, faz parte!

Fabrício na linha de rapel ao lado do diedrão.

O rapel é feito com duas cordas, abandonando fitas nas paradas (que são duplas, mas com chapas simples), e algumas paradas são fora da via (ver croqui).
Levando dois jogos de camalots do #.3 ao #4 mais um de nuts dá pra fazer a via bem. Os pitons da primeira enfiada estão lá, assim como os do teto, portanto não precisa levar. Leve um par de estribos ou improvise na hora. Jumar-grigri vai bem pro segundo subir a enfiada do artificial, mas na falta, um par de cordeletes vai bem também, pois é só um trecho pequeno.
Peguei em Campina o último ônibus pra Recife e os baianos junto com o Brito tocaram pro RN de carro enquanto o Fabrício e o Sapo tiravam uma sonequinha...
Eu já tinha ouvido falar dessa pedra a alguns anos, sobre uma via aberta pelo Wolgrand (PB) e pelo Gustavo (RJ), além de ter visto algumas fotos da bonita pedra. Achei irada a escalada, valeu pela pilha galera!!

Croqui by Sapo (clique para ampliar)

Ah, lá faz um calor da porra! hahaha

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

XII Encontro de Escaladores do Nordeste - Algodão de Jandaíra/PB

No feriado de 15 de novembro aconteceu em Algodão de Jandaíra o XII Encontro de Escaladores do Nordeste, reunindo mais de 150 escaladores de todo o nordeste e grande parte do Brasil.

A cidade e suas vias dispensam apresentações, basta dar uma olhada nos posts anteriores sobre Algodão pra entender a qualidade da escalada por lá!

O evento foi de alto nível, com várias atrações bem interessantes além da pedra: A palestra super divertida do Rafael Nishimura, o Sérgio Tartari e o Flávio Daflon falando da sua conquista no Fitz Roy nessa última temporada, além das oficinas e tudo mais.

Minha ideia, além de conhecer as novidades, era batalhar a cadena de uma via que eu abri alguns fins de semana antes: "Melhor que a encomenda", possível 9a. Mas os planos mudaram dias antes, quando arrumei uma tendinite ou seja lá o que for no dedo. O projeto ficou temporariamente de lado mas deu pra aproveitar bastante, além de ver algumas das vias que ajudei a abrir receberem outros escaladores, ajustando os graus e tudo mais!

Em posse do Guia de Escalada de Algodão de Jandaíra, elaborado pelo Wolgrand com uma qualidade incrível, fui fazer o que dava pra mim e meus nove dedos ilesos. Ordem cronológica não existe, pois já faz mais de 15 dias que rolou o evento...kkk

Na Pedra Furada saíram duas pequenas vias no canto direito, pra fechar o setor o/
Depois fomos pro Climatizado, onde entrei nas três novas vias, abertas pelo Sapo após a confecção do guia. Pra registrar, de fora pra dentro são, respectivamente: Só pela Tapioca (VI) - chapeletas; Depois tem a Agora Vai (grampos P) que já está no guia; Sem Élvis (Vsup) - início em móvel, depois chapas; Os Mais Dez (V) - móvel. Deu pra fazer um volume também nas incríveis vias da Pedra da Cabeça, sempre olhando pro projetinho...

 Cão e Gato (7b) - Foto Rodrigo Oliveira

Júlio avistando a 100% Algodão (7c) e eu na Cão e Gato (7b) - Foto Anaceli Vieira

No Mirante Eveline e eu fizemos a "Flores do Campo", linda via, toda em móvel, onde acabamos fazendo um final diferente do original sem saber, mais pela direita, ficou bonito!! Denn e Brito estavam na cola e acabaram seguindo o mesmo caminho...hehehe

Pra chegar na Flores do Campo é necessário rapelar em um grampo ao lado, que coincidentemente fica no topo de uma linha perfeita, que passa por uma bonita laca. Sendo assim, após subir a Flores, descemos novamente o rapel e subimos pela linha dele, conquistando a Obrigação Conjugal (VI 15m), usamos as peças #4 e #7 da Rock Empire além de dois Nuts grandes até chegar no grampo novamente.
Ainda no Mirante entrei na esportiva "Em busca da sombra perdida", na "Vou apertar, mas não vou acender agora", um V em móvel, passando por uma fenda de punho meio diedro, depois seguindo por uma chaminé e rapelando de duas pontes de pedra equalizadas, muito massa! Finalizamos na Cupim Atômico, que eu diria ser um VI também todo em móvel, com um crux melindroso..hehehe

 Vou apertar, mas não vou acender agora (V)
Fiquei devendo a via Umbizeiro do Dodô, pois era hora de ver a oficina de móvel com o Tartari, muito massa!

 Galera de olho na oficina - Foto Rafael de Igatú

Na Pedra do Moreno deu pra conferir a Água e Olho (7c), curta e delicada, via que estava faltando no setor, a exceção às vias com mega agarras que existem no setor.

 Foto Oficial - Patricia Manzi

Muito bom poder rever o povo todo!

Em breve tem a escaladinha pós encontro, no Pico do Yayu, na Paraíba!


Mais Vistos