segunda-feira, 7 de abril de 2014

Igatú e Lençóis - Chapada Diamantina #2

Após a escalada no Pai Inácio seguimos pra Igatú, sede do EENe desse ano, que será daqui a quinze dias, onde passamos uma semana hospedados no Hostel Igatú, do escalador local Luis Paulo (LP). Ótima opção pra conhecer o local! Lá encontramos Dago e Fernanda que se juntaram conosco na trip!

A velha desculpa da tendinite no dedo é válida pra essa viagem, onde ainda consegui fazer umas vias legais, apesar da dor.

Escalamos no setor do labirinto, que fica a 5 min da cidade e tem um monte de vias legais, negativas com boas agarras. Dessa vez saiu a extensão da "Vai quem pode", antigo 8b de regletes que tinha saído à vista em outra ocasião, agora possui mais umas 5 chapas em uma aresta de boas agarras após a parada antiga. Mandei após cair algumas vezes no crus da via (ainda na parte velha).

Outras vias que eu não conhecia e que são muito legais são: LP (7b), Potiguar (7a), Deixa Arder (7c)...

 Vai quem pode (8b)

 Eveline na "Meu parceiro é crente" (6sup)

 LP (7b)

Fomos também no setor Califórnia, mas o dia escolhido não foi muito propício, choveu bastante e não escalamos quase nada, fica a dívida pro EENe!

Outro setor foi o da cachoeira da Rosinha, um pouco mais distante da vila, possui vias bem legais e um "psicoboulder" pra refrescar a mente!

 V5 irado

  Bianca na "Minha Rainha" (5sup)

Eveline, eu, Dago, Fernanda, Marcelo e Bianca

Em uma rápida passagem pelo setor do verruga com a Silvana, entramos na Tio Rafa, uma bonita via de 6° e mais algumas vias fáceis e bem divertidas.

Seguimos pra Lençóis, compramos o guia de escalada de lá com o Gironha e fomos algumas vezes pro parque da Muritiba, no Rio Serrano, escalar no conglomerado clássico!!

Tikei algumas vias fáceis que eu tava devendo, inclusive as vias da direita do bloco do diamante, depois da Ametista, que sempre estavam com abelhas: "Esmeralda", "Diamante" e "Enxame de Abelhas", vias negativas de movimentação incrível!

 Entramos também nas vias das Tocas, "Quem souber morre" foi uma via que eu achei bem peculiar e legal, um diedro negativo, esquisito, com agarras meio esfarelentas, mas com uma movimentação bem legal de pés, tesourando e tal...

 Marcelo na Esmeralda?

Fomos um dia com Gironha no Barro Branco, setor relativamente novo com vias bem impressionantes. Entrei na Alquimista (7b), que saiu à vista e depois fomos pra uma tal de "Caçando o que não guardou", que fiquei devendo.

 Alquimista (7b)

Caçando o que não guardou (8a?)

Depois de 15 dias de trip pegamos a estrada e seguimos por mais de 1000km até Recife, com data de retorno agendada pro EENe 2014!! Parceria 100% dos integrantes da expedição: Eveline (parceria de sempre!), Marceleza e Bianca! Além dos agregados Dago e Fernanda e de toda a galera que tava por lá!
Igatú e Lençóis são dois lugares que voltaremos muitas vezes ainda, de preferência com todos os dedos inteiros pra poder aproveitar ao máximo as esportivas e boulders do local, pra quitar as dívidas e molhar os pés na cachoeira! hahaha

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vale do Capão e Pai Inácio - Chapada Diamantina #1

 Em dezembro do ano passado saímos de Recife rumo à Chapada Diamantina, pra curtir 15 dias de escalada "fisioterápica"que rendeu até bem pra um dedo problemático. 
Marcelo, Bianca, Eveline e eu seguimos pro primeiro destino: Vale do Capão. Foram três dias de muita chuva, festejos natalinos familiares, contemplação e um pouco de escalada no setor Rapadura! Fomos apenas visitar o outro setor, chamado de "Riachinho", ficamos impressionados com as vias e o visual do local mas a água escorrendo pelas paredes não permitiu que escalássemos.
O Rapadura possui vias simpáticas, curtias em uma rocha de ótima qualidade, quartzito se não me engano. Saindo do Capão em direção à Palmeiras, o setor fica à esquerda, perto da estrada, pouco antes da ponte do Riachinho. É fácil de identificar pois é um morro baixo cheio de pedras próximo à estrada.

 Em uma das vias esportivas do Rapadura - Capão

Via em móvel no Rapadura - Capão

De lá seguimos em direção a Igatú, mas fizemos uma paradinha estratégica no meio do caminho pra escalar o famoso Morro do Pai Inácio. A via escolhida foi a mais frequentada da pedra, a qual eu já tinha escalado em outra ocasião, uma boa pedida pra levar a namorada e o mulambo Marcelo pra conhecer a parede.
Se trata da Pauliceia Baiana, 5° VI 120m, nenhuma proteção fixa ao longo da via.

Encontramos poucas informações na internet sobre a via, inclusive um croqui detalhado que existia, aparentemente não existe mais. Me esforcei um pouco pra lembrar alguns detalhes e no final deu tudo certo, apesar do cume noturno e alguns minutos perdidos pra achar a trilha de descida, poder guiar a via toda foi bem legal! Seguem então algumas informações que podem ajudar aqueles que quiserem repetir a via.

Marcelo, Cauí e Eveline

Estacionar o carro em um posto em frente ao morro, atravesse a vegetação alta na beira da estrada e siga pelo pasto/arbustos pra esquerda até a base da via, que é identificada pelo grande diedro na extrema esquerda da foto abaixo.

 Pai Inácio e o trio

Escalamos em três pessoas com uma corda de 70m, poderia ser de 60 ou até mesmo 50m (pra uma dupla) sem problemas, as enfiadas são curtas e não tem como rapelar sem abandonar peça mesmo...Levamos 1 jogo de friends rock empire (0,25 ao 7) e um jogo de nuts além de umas peças médias repetidas, não faltaram peças pra proteger a via, que hora tem ótimas opções de proteção, hora blocos duvidosos entalados ou fissuras horizontais.

A primeira enfiada é a do diedrão, passando em baixo do teto em boas agarras pra direita, entrando em uma chaminésinha  terminando em um platô grande.

 Eveline na primeira enfiada, Cauí na P1

 Cauí em baixo do teto

 Eveline na chaminé no final da primeira enfiada

Marcelo na P1

Andando um pouco pra esquerda no platô, ficar em cima do blocão pra dominar um tetinho (já sai protegido) e tocar pra direita até outra chaminé. Seguir pela chaminé até o platô da P2, já um pouco menor.

Saindo da P2, pegar o diedrinho da direita, passando por um lancesinho esperto pra depois tocar reto até os tetinhos que se pode ver na foto abaixo. Tem um lance aéreo numa borda pra esquerda antes de dominar o platô onde fizemos uma parada extra às que o croqui (traçado sobre foto que encontramos na net) mostrava.

Terceira enfiada vista da P2

Depois um trecho fácil até pegar uma diagonal meio platô pra direita, até ficar alinhado com um teto sobressalente, uns 10m acima de você, esta é a P3 originalmente. A P3 e o início da quarta enfiada se caracterizam por alguns blocos encaixados, nem todos muito bem presos, é bom ter cuidado. 
Passando esses blocos, já na quarta enfiada, chega-se no teto, contornando-o pela direita tem o lance mais chato da via, um domínio de balcão já entrando na chaminé e o início da chaminé propriamente dita. Após a chaminé, mais um platô, monta-se a P4.
Saindo um pouco pra esquerda, virando a esquina e tocando reto, próximo à aresta, com proteções razoáveis na horizontal, se pode escalar por rocha limpa até o cume. Assim fizemos da primeira vez. Agora fui mais pela direita, me embrenhando no mato onde era aparentemente mais fácil, mas a corda pesa bastante e tem uns lances chatinhos, melhor ir pela direita mesmo...P5 em alguma arvore do cume e pronto!

 Eu, Eveline e Marcelo no cume!

A descida é por uma trilha turística bem marcada, exceto pela parte do cume, onde o chão é de pedra e tem que ir mais "no rumo", ajuda conhecer a trilha antes, é rápido. Qualquer coisa mira na torre que existe no estacionamento no início da trilha de subida e vai!

 Traçado disponível na internet


Croqui que fiz da via, falta muita informação, mas é o que temos...

Pra quem não quer ter muita dor de cabeça, existem várias empresas na cidade de Lençóis que oferecem a escalada guiada no Morro do Pai Inácio, com tudo incluso (equipamento, transporte e guiada). Recomendo fortemente procurar com o Gironha na Fora da Trilha pra poder desfrutar desse climb!!

Seguimos viagem pra Igatú e Lençóis, mas isso vem no próximo post!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Vídeo: Divina liberdade, Pedra Riscada

Vídeo editado pelo Otto mostrando um pouco da via que escalamos na Pedra Riscada em Minas Gerais: Divina Liberdade.

Faltou o trecho do cume, que foi filmado com a câmera desligada...hahaha. Acreditem se quiser!

Mais Vistos